Se eles soubessem, Senhor, que faço apenas o que tu me ordenas, compreenderiam porque tenho tua mão segura quando todos me deixam só, saberiam porque na noite sombria das provas, quando me armam ciladas, tua imagem é o vigia que me embala em segurança... Eles não sabem, Senhor (pobres cegos), que ao teu influxo seguro, não firo meus pés nas pedras e nem as pedras ferem meus sentimentos. Junto à Ti não existem lanças, nem dores, nem palavras rudes que causem dano. És meu doce e sempre refúgio, no seio do Eterno Pai... Tu estás comigo, Senhor, onde quer que eu vá, e me afagas a jornada no mundo à maneira do Sol, que acima de todas as intempéries, beija as flores do campo, mansamente, a cada novo amanhecer. E isso, Senhor, porque me ensinaste a amá-lo na hora escura da angústia, com a mesma certeza que o amo nos dias claros de luz. Mas eles não sabem, Senhor (que pena)!...
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