domingo, 23 de agosto de 2009

para entender...




Trago em mim um único verso que não decorei ainda. Há muitas décadas ele me persegue mas eu não consigo capturá-lo. Esse verso danado me escapa sempre, como um sopro. Talvez deva ser assim mesmo, um sopro divino. A gente só sente e suspira baixinho para não atrapalhar o farfalhar das asas do anjo que é tão gostoso de ouvir. Eu passaria a vida ouvindo os anjos em suas cantigas e vendo suas asas se agigantarem para um voo maior. Eu queria ver os anjos assim como sinto o sopro do verso em meus ouvidos. Mas acho que devagarinho vou sentindo, sem entraves. Porque é preciso estar extraviado de si mesmo para entender as coisas divinas.

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