terça-feira, 27 de outubro de 2009

Lobos Internos


O velho pai disse a seu filho, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:
“Deixe-me contar-lhe uma história.Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que ‘aprontaram’ tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.“
Todavia, o ódio corrói você, mas não fereseu inimigo.
É o mesmo que tomar veneno,desejando que seu inimigo morra.Lutei muitas vezes contra este sentimento”.
E ele continuou:
“é como se existissem dois lobos dentro de mim.Um deles é bom e não magoa.Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e nãose ofende quando não seteve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certofazer isto, e da maneiracorreta.“
Mas, o outro lobo,ah!, este é cheiode raiva.Mesmo aspequeninas coisaso lançam numataque de ira! Ele briga comtodos, o tempotodo, semqualquer motivo. Ele não podepensar porque suaraiva e seu ódiosão muito grandes.É uma raiva inútil, poissua raiva não irámudar coisa alguma! Algumas vezes édifícil de convivercom estes doislobos dentrode mim, poisambos tentamdominar meuespírito”.
O filho olhou intensamente nos olhosDe seu pai e perguntou:“Qual deles vence, papai?”O pai sorriu e respondeu baixinho:
“Aquele que eu alimento”.

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