segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"Não te amo, como se fosses rosa de sal, topázio ou flecha de cravos que atiram chamas...
Te amo como se amam certas coisas escuras secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o delicado aroma que ascendeu da terra.

Eu te amo sem saber como, nem quando, nem onde...
Te amo simplesmente, sem complicações, nem orgulho.
Assim, te amo porque não conheço outra maneira.

Senão, assim deste modo, em que não sou nem és...
Tão perto que tua mão em meu peito é a minha
Tão perto que se fecham teus olhos com meus sonhos."

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